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10/01/2008
Fórum das Águas Movimenta Bacia do Rio Doce

Será lançado oficialmente nesta quarta-feira (19) o 4º Fórum das Águas do Rio Doce – 2008. A solenidade acontecerá às 19h, no Guararema Clube, em Linhares, no Espírito Santo. O objetivo é mobilizar a sociedade local para a construção do evento, que será realizado entre os dias 2 e 5 de abril de 2008, no município capixaba. O Fórum é promovido pelo Projeto Águas do Rio Doce, com o apoio dos governos de Minas e do Espírito Santo, entre outras instituições públicas e privadas.

Para a organização do Fórum, foram criadas 22 comissões preparatórias no município de Linhares. No lançamento, elas apresentarão os seus planos de trabalho e ações para o Fórum. “Cada comissão está trabalhando um tema específico, entre eles, saúde, educação, cultura e meio ambiente, e esse é o momento de unificarmos as informações e sabermos o que cada uma está fazendo”, explica uma das coordenadoras do 4º Fórum das Águas, Zaira Andrade. O encontro será também uma oportunidade para os participantes do evento trocarem experiências e estabelecerem parcerias.

 

4º Fórum das Águas

 

Com o lema Do Doce para o Mundo, o 4º Fórum das Águas do Rio Doce discutirá a exportação de riquezas materiais e humanas da bacia, sua contribuição para o desenvolvimento regional e práticas sustentáveis de produção. “A sociedade terá a oportunidade de discutir a responsabilidade socioambiental das empresas, os critérios de certificações internacionais e os investimentos estrangeiros em pesquisa, preservação e recuperação ambiental”, destaca Zaira Andrade.

 

Para a diretora-geral do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Cleide Pedrosa, o Fórum tem um papel importante na construção de uma consciência ambiental na bacia, além de integrar as instituições que trabalham pelo desenvolvimento sustentável da região.  O evento é anual, e acontece um ano em Minas Gerais e outro no Espírito Santo. A última edição foi realizada em Ipatinga, Minas Gerais, com um público de aproximadamente 130 mil pessoas.

 

09 /01/2008
Minas Investe em Sistema de Fiscalização Integrada

Para garantir que as atividades produtivas sejam desenvolvidas de maneira sustentável em Minas Gerais, o Sistema Estadual de Meio Ambiente (Sisema) está aperfeiçoando o modelo de fiscalização no Estado. O planejamento anual integrado que será implantado este ano é uma das principais ações. O objetivo é padronizar as atividades e as rotinas de fiscalização dos órgãos ambientais, otimizar a aplicação dos recursos na área, melhorar o desempenho e aumentar a eficácia das atuações.

De acordo com o secretário-executivo do Comitê Gestor de Fiscalização Ambiental Integrada (CGFAI), Paulo Teodoro de Carvalho, as fiscalizações serão planejadas anualmente, com o apoio dos órgãos do Sisema: Instituto Estadual de Florestas (IEF), Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam) e a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). “O apoio regional é fundamental e por isso as Superintendências Regionais de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Suprams), os escritórios regionais do IEF e do Igam e as Companhias Regionais da Polícia Militar estão sendo envolvidos na fase de planejamento e de execução das operações”, destaca.

Paulo Teodoro informa que as ações integradas terão caráter educativo e também repressivo. “As fiscalizações têm como principal foco impedir a degradação ambiental por meio de operações educativas, em conjunto com a equipe de educação ambiental do Sisema, e de ações repressivas, sempre que as normas ambientais forem desrespeitadas”, explica. Ele ressalta que o novo modelo de fiscalização implementado no Estado exigiu uma reorganização da estrutura dos órgãos ambientais de Minas Gerais, investimentos em treinamentos de agentes fiscalizadores e em aportes logísticos, que devem ser intensificados este ano com a capacitação de militares das Companhias de Polícia Militar de Meio Ambiente e Trânsito. Outro destaque é a revisão do Decreto 44.309, que estabelece normas de fiscalização ambiental e aplicação de penalidades no Estado, iniciada no segundo semestre de 2007.

Além de fiscalizações planejadas, a secretaria-executiva do CGFAI atende denuncias da sociedade civil e de órgãos públicos e emergências ambientais. Algumas fiscalizações podem exigir a cooperação de outros órgãos e estruturas do poder público estadual ou federal, como o Corpo de Bombeiros, Ministérios Públicos Estadual e Federal, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Agência Nacional de Águas (ANA), a Polícia Civil, a Polícia Federal, o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

Fiscalização integrada

A proposta de integrar e coordenar as ações de fiscalização ambiental no Estado existe desde de 1996, quando foi criado, por meio do Decreto 38.070/1996, o Grupo Coordenador de Fiscalização Ambiental Integrada (GCFAI), reestruturado em 2006 pela Lei 15.972/2006. 

Com o objetivo de ampliar a participação de instituições no processo de planejamento das ações de fiscalização ambiental no Estado, o Grupo Coordenador foi transformado em Comitê Gestor de Fiscalização Ambiental Integrada (CGFAI) em 12 de janeiro de 2007, pela Lei Delegada 125/2007. O Comitê é um órgão colegiado composto por representantes do poder público estadual, da sociedade civil e do setor produtivo, e está subordinado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). Dentre suas atribuições, destacam-se a definição de diretrizes de fiscalização ambiental no Estado e a aprovação do planejamento de ações a serem executadas de maneira integrada pelos órgãos do Sisema.

Para coordenar e operacionalizar as ações de fiscalização aprovadas pelo Comitê Gestor foi instituída a Secretaria-Executiva do CGFAI. Outra atribuição desta Secretaria-Executiva é coordenar as diretorias de monitoramento e fiscalização da Feam, do IEF e do Igam. A Secretaria gerencia, também, o Núcleo de Emergência Ambiental (NEA), a Central de Atendimento ao Denunciante (CAD) e o Núcleo de Apoio às Fiscalizações (NAF) do Sisema. 

 

28/11/2007
Minas ganha Pólo de Excelência e Câmara de Desenvolvimento Florestal

Foram lançados hoje (28), no Palácio dos Despachos em Belo Horizonte, a Câmara técnica de Desenvolvimento Florestal e o Pólo de Excelência em Florestas. O secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais, José Carlos Carvalho, é um dos titulares da Câmara Técnica juntamente com os secretários de Agricultura, Desenvolvimento Econômico, Planejamento e Gestão, Fazenda e Ciência e Tecnologia. Faz parte também do Comitê gestor do Pólo de Excelência em Florestas, o diretor de Desenvolvimento e Conservação Florestal do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Luis Carlos Valle.

Além dos setores governamentais, a câmara conta com representantes da iniciativa privada entre seus integrantes. "A Câmara Técnica de Desenvolvimento Florestal terá a missão de fortalecer a cadeia produtiva e definir políticas públicas para o setor, com uma estrutura absolutamente inédita, para que haja uma compreensão clara do governo de que esse não é um projeto setorial. É um projeto de Governo. Portanto, todas as áreas, a começar pela área financeira e de planejamento, devem dar a ele toda importância", afirmou o governador Aécio Neves, durante a solenidade.

Câmara Técnica

A Câmara Técnica de Desenvolvimento Florestal é uma ação do Governo de Minas para fortalecer a cadeia produtiva florestal (floresta plantada) do Estado. Essa Câmara será o principal instrumento para definição de políticas públicas para o setor, tornando Minas auto-suficiente em matéria-prima, aumentando as exportações de produtos florestais e, ao mesmo tempo, preservando as matas nativas. Cada hectare plantado com floresta de rápido crescimento preserva cerca de 10 hectares de matas nativas.

A câmara vai possibilitar também o desenvolvimento de pesquisas voltadas para a produção de materiais alternativos aos eucaliptos e pinus e a modernização dos processos de produção de carvão vegetal, além de ter a função de encontrar soluções para reduzir a burocracia, que onera a produção florestal e dificulta o desenvolvimento do setor.

Segundo o diretor geral do IEF, Humberto Candeias Cavalcanti, a implantação da Câmara Técnica Estadual de Desenvolvimento Florestal e do Pólo de Excelência de Florestas será um importante instrumento para suprir as demandas dos diferentes setores que utilizam a matéria-prima florestal como energia.

"A participação do Sistema Estadual de Meio Ambiente (Sisema), por meio do IEF, agregará a experiência de 45 anos do Instituto na execução da política florestal do Estado", afirma Candeias. A criação da Câmara e do Pólo permitirá o desenvolvimento de formas para ampliar a base florestal diminuindo a pressão sobre as florestas nativas. "A Câmara será o palco ideal para a discussão do crescimento e desenvolvimento do setor e criação de políticas de incentivo econômico para a produção florestal", observa.

Pólos de Excelência

Sediado em Viçosa, o pólo de Florestas é o quarto pólo de excelência implantado pelo Governo do Estado e abrangerá as cadeias produtivas de carvão vegetal, celulose e papel, madeira e móveis.  Além disso, o pólo vai promover a integração entre lavoura, pecuária e floresta, para a conservação da água e do solo, como exemplo, e incentivar o plantio em áreas degredadas dando alternativas de renda aos produtores rurais. O objetivo é tornar cada pólo uma referência nacional e internacional em Ciência, tecnologia e Inovação, Capacitação de Recursos Humanos, Prestação de Serviços e Geração de Oportunidades de Negócios.

A iniciativa vai promover a integração entre o mercado, universidades e instituições de pesquisa, fazendo articulações entre as cadeias produtivas e as instituições de financiamento, governo e parceiros

Humberto Candeias Cavalcanti afirma que a criação da Câmara e do Pólo viabilizará a execução das políticas traçadas pelo Governo do Estado no Projeto Estruturador para Conservação do Cerrado e Recuperação da Mata Atlântica. "Nos próximos três anos, a ampliação da base florestal diminuirá a pressão sobre os remanescentes florestais nativos do Estado, permitindo a conservação das riquezas naturais de Minas Gerais", afirma.

28/11/2007
Fonte: Secom - Ascom/Sisema

 

21/11/2007
Usuários podem Aderir pela Internet à campanha de regularização do uso da água

 

Os usuários de recursos hídricos do Estado já podem aderir, pela internet, à "Campanha de Regularização do Uso de Recursos Hídricos - Água: Faça o uso Legal". O novo mecanismo de registro faz parte dos esforços que o Igam está fazendo para sensibilizar a população do Estado sobre a importância da regularização do uso da água.

O mecanismo de adesão pela internet está disponível no sítio do Igam, juntamente com todas as informações sobre a Campanha. O registro também pode ser feito por meio do preenchimento de um formulário simplificado, disponível no site do Instituto, nas Superintendências Regionais de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Suprams) e escritórios do Instituto Estadual de Florestas (IEF).

Na primeira fase da Campanha, devem se registrar todos aqueles que realizam algum tipo de intervenção em recursos hídricos, em águas superficiais ou subterrâneas, exceto aqueles que se já se encontram em situação regular e usuários de água das concessionárias como Copasa e Serviços Municipais de Abastecimento. Na segunda fase, os usuários registrados serão convocados para a regularização formal.

O registro possibilitará ao Igam conhecer os usuários e os tipos de uso da água para implantar políticas de gestão dos recursos hídricos de acordo com a disponibilidade de água de cada região.

A coordenadora da Campanha e diretora de Monitoramento e Fiscalização Ambiental, do Igam, Marília Melo, ressalta a importância dos usuários se registrarem o quanto antes para garantirem o direito à regularidade temporária. "O Igam receberá os registros até 31 de julho de 2008, mas as fiscalizações continuam a acontecer em todo o Estado", afirma.


22/11/2007
Fonte: Ascom/Sisema
 

 

17/10/2007
Faculdade de Direito realiza na semana que vem IV Ciclo de Direito Ambiental

 

A Faculdade de Direito da UFMG vai sediar, em 22 e 23 de outubro, o IV Ciclo de Estudos de Direito Ambiental. O evento, cujo tema é O Direito e os desafios ambientais do século XXI, destina-se a estudantes universitários de diversos cursos, além de educadores ambientais, operadores do Direito e técnicos da área ambiental.

O encontro pretende debater os problemas ambientais atuais e apontar soluções que protejam o meio ambiente para as presentes e futuras gerações. Está estruturado em quatro painéis – sobre temas como tutela das áreas de preservação, papel do Ministério Público e direito minerário –, que terão início às 11 e às 19 horas, nos dois dias. Os advogados e professores Marcelo Eduardo de Souza, Ricardo Carneiro e Toshio Mukai, e o procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares Jr., são alguns dos nomes que apresentarão os assuntos do ciclo.

A organização é do Núcleo de Estudos em Direito Ambiental (Neda–UFMG) e do Centro Acadêmico Afonso Pena (CAAP), e o ciclo vai acontecer no auditório Professor Alberto Deodato. Abertas até a próxima sexta, dia 19, as inscrições podem ser feitas no CAAP (terceiro andar do prédio da Faculdade de Direito, na avenida João Pinheiro 100, Centro) ou no Neda (15º andar do prédio da pós-graduação, no mesmo endereço). Outras informações pelo telefone (31) 3217-4673 ou pelo endereço nedaufmg@yahoo.com.br.

 

16/10/2007
Conferência sobre mudanças climáticas discute impactos e ações para América do Sul

 
Ines Iwashita
 

Mesmo após anos de esforços de compreensão, o nível de conhecimento sobre os impactos das mudanças globais ainda é precário e incompleto. O último relatório do IPCC, divulgado no começo deste ano, trouxe a diminuição de incertezas quanto à origem e tendência de aumento da temperatura do planeta, além de indicações mais precisas de impactos do aquecimento global.

Novas questões começam a emergir a partir deste cenário traçado pelo IPCC. O tema será amplamente discutido na III Conferência Regional sobre Mudanças Globais: América do Sul, a ser realizada entre os dias 04 e 08 de novembro de 2007, em São Paulo. Durante o evento, serão mapeados os possíveis impactos do aquecimento global na América do Sul para este século e, ao mesmo tempo, pretende-se  analisar e avaliar as ações (algumas já em curso) que possam tornar o processo de adaptação mais eficiente e com menor impacto social.

Especialistas e representantes das áreas acadêmica, governamental, privada e do terceiro setor participam do evento, procurando discutir os resultados dos estudos mais recentes e avançar em questões que envolvam o planejamento de ações adaptativas e mitigadoras. O envolvimento dos diversos atores da sociedade tem como intuito o entendimento e o estabelecimento de sinergias e parcerias que permitam a formulação de políticas públicas e a criação de soluções científicas, tecnológicas e comerciais sustentáveis para as possíveis mudanças climáticas.

A Conferência coordenada pelo Instituto de Estudos Avançados (IEA), da USP, e pela Academia Brasileira de Ciências (ABC) acontecerá no Bourboun Convention Ibirapuera. Para o evento foram aprovados 115 trabalhos científicos que serão apresentados na forma de poster.

Em paralelo às palestras e mesas redondas, haverá uma exposição de caráter tecnológico que tem por objetivo divulgar ações, produtos e/ou serviços que empresas, universidades, centros de pesquisa e organizações não-governamentais têm desenvolvido na para a mitigação, adaptação e busca de oportunidades frente às Mudanças Climáticas. Espera-se, também, que esta exposição promova a troca de experiências entre a academia, o setor privado e o terceiro setor, de forma a identificar potenciais sinergias e parcerias para o desenvolvimento e comercialização de novas soluções para o desafio das Mudanças Climáticas Globais. Outro benefício para os expositores participantes é a possibilidade de identificar recursos humanos na academia que poderão ser incorporados às empresas e organizações não-governamentais.

 

27/07/2007
Congresso vai debater responsabilidade socioambiental nas instituições financeiras

 
Mônica Pinto e Neide Campos / Ambiente Brasil

Em 2006, a palavra que permeou o sistema bancário brasileiro foi "lucro". As maiores instituições privadas, Bradesco e Itaú, amealharam só neste ano 6,646 bilhões e R$ 6,48 bilhões, respectivamente.

Em 2007, o panorama já se mostra igualmente promissor. No início de maio passado, o Bradesco anunciava um aumento de 11,4% em seu lucro líquido no primeiro trimestre deste ano, mais uma vez estimulado por um forte crescimento do crédito. O resultado foi de 1,705 bilhão de reais, ante lucro de 1,53 bilhão de reais em igual período de 2006.

No mesmo mês, o Itaú informava que seu lucro cresceu 30% no primeiro trimestre de 2007 em comparação ao igual período do ano passado, superando a expectativa do mercado. O resultado dos três primeiros meses do ano somou R$ 1,90 bilhão, ante o lucro líquido de R$ 1,46 bilhão apurado nos primeiros três meses de 2006.

Essa excelente maré não se restringe, porém, aos bancos privados de todos os portes, sem exceção. Os estatais – Banco do Brasil e Caixa Econômica, por exemplo – também atestam o mesmo viço, com lucros em 2006 respectivamente de pouco mais de R$ 6 bilhões e de quase R$ 2,4 bilhões.

Nesse contexto, é muito bem vindo que tais instituições procurem repartir um pouco desta dinheirama com os menos favorecidos, por intermédio de programas sociais, e também a apliquem em projetos de conservação ambiental.

A preocupação neste sentido ganha corpo e forma com a realização, em São Paulo, nos dias 20 e 21 de agosto próximo, do II Congresso Brasileiro de Responsabilidade Socioambiental nas Instituições Financeiras.  

No evento, as discussões centrais serão o papel dos bancos no desenvolvimento sustentável do país e a cobrança de um comportamento empresarial coerente com o conceito da sustentabilidade dentro dos modelos de valor do mercado.

Nesta segunda edição do congresso, que acontece no Hotel Blue Tree Convention Ibirapuera, vão se reunir representantes dos principais bancos brasileiros e públicos estratégicos do setor de finanças.

Entre os palestrantes confirmados estão: Paulo Odair Pointevin Frazão, gerente de desenvolvimento regional sustentável do Banco do Brasil; Roberto Smeraldi, diretor geral, e Gustavo Pimentel, coordenador de projetos da ONG Amigos da Terra - Amazônia Brasileira; Terence Galagher, diretor executivo do Planet Finance; Rubens Mazon, diretor da Terra Mother Empreendimentos Sustentáveis, Marcelo Drügg Barreto Vianna, sócio da Deloitte Sustentabilidade; Beat Grueninger, sócio-diretor da BSD e Roberto Gonzalez, diretor da Apimec Nacional.  

"Tem se observado maior conscientização por parte de toda a sociedade para as questões ambientais e também das instituições do setor financeiro. Conseqüentemente, um maior número de instituições financeiras passaram a adotar os Princípios do Equador, em todo o mundo", diz em entrevista ao Portal Ambiente Brasil, Marcelo Vianna, sócio da Deloitte Sustentabilidade, um dos palestrantes.

Princípios do Equador - Os "Princípios do Equador" são um conjunto de políticas e diretrizes que devem ser seguidos por instituições financeiras no gerenciamento das questões sociais e ambientais em seus projetos.  É uma iniciativa informal e voluntária do setor privado, e baseados nas políticas e princípios ambientais e sociais do IFC - International Finance Corporation, braço financeiro do Banco Mundial, para a concessão de crédito.

Entre os critérios adotados estão a proteção a habitats naturais e populações indígenas, segurança de barragens, propriedade cultural, segurança dos trabalhadores e proibição de financiamento ao uso de trabalho infantil ou escravo.

 

 

26/07/2007

IGAM discuti metodologias para Campanha de Fiscalização.

SEMAD

O Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), por meio da Diretoria de Monitoramento e Fiscalização Ambiental (DMFA), realiza nesta quinta-feira (26), na sede do Sistema Estadual de Meio Ambiente (Sisema), uma oficina para consolidar metodologias e procedimentos para a Campanha de Fiscalização que será lançada no próximo mês.

Uma das ações do Projeto Estruturador Consolidação da Gestão de Recursos Hídricos, a Campanha será realizada em todo o Estado e terá como objetivo o incentivo à regularização dos usuários de recursos hídricos cadastrados.

A oficina desta quinta-feira irá reunir representantes dos Comitês Estaduais de Bacias, setor produtivo e sociedade civil. As ações estão em consonância com a política de recursos hídricos no Estado, que apresenta novos conceitos de gestão, como a descentralização e a gestão participativa.

As ações de fiscalização buscam o acompanhamento contínuo das intervenções nos recursos hídricos no Estado, garantindo o acesso à água, em seus diversos usos. O objetivo final é a busca de melhoria da Qualidade Ambiental, uma das metas estratégicas do Governo do Estado.

Data: 26 de Julho
Horário: de 9h00 às 17h00
Local: Auditório do Sisema - Rua Espírito Santo, 495, Centro - 4º andar

 

20/07/2007

Sisema institui educação ambiental no licenciamento

Fonte: Ascom Sisema

O Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) de Minas Gerais aprovou um importante mecanismo que irá beneficiar as populações do Estado que vivem próximas a grandes empreendimentos modificadores do meio ambiente. Foi publicada no Diário Oficial do Estado dessa quinta-feira (19) a Deliberação Normativa Copam nº 110, que aprova o Termo de Referência (TR) para Educação Ambiental no Processo de Licenciamento Ambiental. Com a publicação da DN 110, os empreendimentos enquadrados nas classes 5 e 6, de acordo com a classificação da DN 74/2004, deverão implantar, em sua área de influência, Programa de Educação Ambiental (PEA).

O Termo contempla empreendimentos de mineração, siderurgia, hidrelétricas, barragens de irrigação, loteamentos, silviculturas, setor sucroalcooleiro, biocombustíveis e reforma agrária. O público-alvo do PEA deverá ser as comunidades localizadas próximas aos empreendimentos e os empregados das empresas em todos os níveis, inclusive os terceirizados. “O PEA deve manter os funcionários e a comunidade informados sobre as ações que a empresa irá desenvolver capazes de provocar alterações significativas sobre a qualidade do meio ambiente e da vida local, além das respectivas medidas mitigadoras e compensatórias” explica o diretor de Educação e Extensão Ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) Ricardo Botelho Tostes. 

Segundo Botelho, o principal objetivo do TR é fornecer aos empreendedores do Estado suporte para a elaboração e implantação do PEA. “Foram estabelecidos eixos temáticos que irão funcionar como modelo para a elaboração dos programas de educação ambiental, desta forma os empreendedores poderão direcionar o PEA para as necessidades particulares da área onde será implantando o empreendimento”, esclarece.

De acordo com o TR, os PEAs deverão contemplar os seguintes eixos temáticos: biomas, bacias hidrográficas, socioeconomia, patrimônio natural, artístico, histórico e cultural, prevenção e combate às desigualdades locais e regionais e tecnologia ambiental.

“A importância da aprovação do Termo de Referencia é estabelecer regras e procedimentos claros para o desenvolvimento de programas de educação ambiental. Até então, não havia um instrumento adequado de orientação junto às empresas para que essas atuassem com educação ambiental de forma sistemática. A partir da aprovação, elas passarão a ter procedimentos definidos que deverão ser integrados a seus Sistemas de Gestão Ambiental”, esclarece Maria de Fátima Maia, técnica da Superintendência da Região Central Metropolitana de Meio Ambiente (Supram Central) que participou da elaboração do TR.

A proposta do TR foi elaborada tendo como base a Política Nacional de Educação Ambiental – Lei 9.795/99 e Decreto 42081/02 e se apóia em instrumentos como as Políticas Governamentais de Meio Ambiente, Saneamento, Saúde e Segurança. Outra fonte é a Deliberação Normativa Copam 74/2004, que tipifica o potencial poluidor e degradador de empreendimentos sobre as variáveis ambientais: ar (incluindo a poluição sonora), água e solo (incluindo meio biótico e socioeconômico).


Monitoramento

A avaliação e o monitoramento do PEA serão feitos pelos órgãos ambientais competentes de Minas. O TR estabelece que os empreendedores deverão encaminhar relatórios anuais ou de outra periodicidade definida pelo licenciamento que contemplem a estruturação, as atividades desenvolvidas e os resultados alcançados para avaliação dos órgãos ambientais, que terão a prerrogrativa de convocar os atores sociais envolvidos no processo para esclarecimentos.

“O monitoramento é uma importante ferramenta para o aperfeiçoamento do Termo. Está previsto, se necessário, ajustes no TR após três anos de aplicação. Dessa forma, procuramos consolidar a educação ambiental como instrumento de gestão e de mudanças dentro das organizações”, declara Ricardo Botelho.

Histórico
 
 

Em novembro de 2004, o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, José Carlos Carvalho, criou um Grupo de Trabalho (GT) composto por 12 representantes da Semad, IEF, Feam e Igam para atuar na definição de critérios, elaboração e implementação de ações de educação e extensão ambiental no âmbito do licenciamento de empreendimentos de Minas. Esse trabalho foi encaminhado ao Copam e após contribuições do Conselho o Termo de Referência foi aprovado e está em vigor após a publicação da DN 110.

 


 
 
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